Avaliado em R$ 18 mi, iate de Eike Batista vai a leilão e não recebe lance

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Um iate de luxo que pertencia ao empresário Eike Batista foi a leilão nesta 5ª feira (13.dez.2018) por meio do site Rio Leilões. Até as 16h50, a página havia recebido 2133 visitas. No entanto, a embarcação não recebeu nenhum lance.

O lance mínimo era de R$ 18 milhões, valor em que o iate é avaliado.

Como a embarcação não foi arrematada, um 2º leilão será realizado na próxima 3ª feira (18.dez.2018), com o lance mínimo de R$ 14,4 milhões, R$ 3,6 milhões a menos do valor inicial.

Produzido pela fabricante italiana Ferretti Yachts, o iate Pershing SPA, modelo 115, tem 1 amplo espaço interno de 900 m² e 3 andares com capacidade para até 22 pessoas. Possui salas, 4 quartos (2 com suítes), sauna, closet, 3 cabines e cozinha.

O iate também é equipado com sistema de som MP3, vídeo e uma TV LCD de 67 polegadas na principal da embarcação, além de TVs menores e espaço para jet-skis.

O comprador pode ainda parcelar, com entrada de 25% do valor do lance, e pagar o restante em até 30 vezes. Se houver 2 lances iguais, o à vista tem a preferência.

De acordo com a Rio Leilões, o iate tem “baixíssimas horas de uso” e é uma “embarcação especial com grande sucesso de venda”.

Desde 2016, a Capitania dos Portos não emitiu o documento de autorização para navegação. Por isso, o site informa que quem comprar o iate terá de realizar manutenções corretivas, como a pintura do casco.

Ordem do leilão

A ordem do leilão foi determinada a pedido do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro. Em 3 de julho, Bretas condenou Eike Batista a 30 anos de prisão, além do pagamento de R$ 53 milhões.

Segundo o Ministério Público Federal, o empresário pagou US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB). Em troca, Cabral teria tido benefícios em obras e outros negócios de seu grupo empresarial, o EBX.

O empresário chegou a ser preso em janeiro de 2017. Em abril daquele ano, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar.

Ainda em outubro do ano passado, a 2ª Turma do STF decidiu substituir a prisão domiciliar do empresário por recolhimento domiciliar noturno e nos feriados.


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