Rua esburacada impede paciente de voltar para casa

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Apesar de ter recebido alta, do Hospital Aeroporto, no último dia 06/11, e, seu plano de saúde disponibilizar o serviço de Home Care (Serviço de Atendimento Médico Domiciliar), Lenise de Almeida Daltro, moradora de Quingoma, Lauro de Freitas, permanece internada.

A paciente de 58 anos é portadora de Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA, doença degenerativa que faz com que a paciente perca todos os movimentos, fala, deglutição e desenvolva sérios problemas no sistema respiratório. Lenise luta há 20 anos contra a enfermidade.

A irmã de Lenise, Fernanda de Almeida Daltro, disse que, apesar de todo o quadro, ela é uma pessoa que ama a vida, possui uma alegria contagiante, e, sem exagero algum, é um exemplo para todos que convivem com ela.

Fernanda lamenta profundamente não poder levar irmã para casa. Ela afirma que a Rua Beta, na Alameda Muxi, em Quingoma, encontra-se em situação calamitosa e que o serviço de atendimento domiciliar, não consegue ter acesso à residência de Lenise.

“Temos certeza que o calor do lar e a proximidade com a família, trará melhores resultados para o estado de saúde de minha irmã, mas infelizmente, não temos condições de consertar a rua”. Lamentou!

O FOLHA conversou com o Cesar Sampaio, Coordenador do Departamento de Infraestrutura, que assumiu o compromisso de buscar, o mais rápido possível, agir de forma que o direito ao serviço de atendimento médico de Lenise seja garantido. César disse que assim que tomou conhecimento do fato, mandou uma máquina patrol para amenizar a situação, enquanto uma intervenção de médio prazo está sendo estudada.

Entidades de direitos humanos vão acompanhar de perto, a situação e cobrar agilidade na resolução do problema.


Por: Ricardo Andrade

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